O Carro Assassino (e não era a Christine…)

carmageddon_frontCerta vez vinha eu ando pela estrada afora (porra nenhjuma, era aqui no bairro mesmo) e enquanto andava carregando uns cds (era 1995 ou 1996, não lembro exatamente) num estacionamento em frente a um conjuntode prédios aqui do bairro, sinto algo trombar em mim! Não sei o que aconteceu na hora, foi muito rapido e so vi o mundo girar ao meu redor (ou era eu girando?). Quando dei por mim, estava no chão: “Que porra aconteceu? E cadê meus cds? Ah, tão ali…”

Estiquei o braço e vi o sangue escorrendo. Tentei levantar e não consegui, e logo se aproximaram algumas pessoas para em ajudar, recolheram minhas coisas (milagre!! Não levaram nada!!!) e me carregaram até minha casa, pois a perna estava machucada e sangrava também. Chegando lá, minha mão desesperada cuidou de mim, e teve outros lances chatos que aconteceram, e acho melhor não comentar…

Mas felizmente eu não sofri fraturas, mas fiquei com a perna cheia de curativos e enfaixada durante um bom tempo.

Meus amigos foram me visitar, e um deles ao ouvir minha explicação do que ouve e a descrição que me deram do carro que me atingiu e fugiu (automóveis… atropelamento e fuga.. alvos móveis… – musica do Skowa & Máfia, o clip ta logo abaixo, hehhe), o cara so olhou pra minha cara e disparou:

– Porra, que atropelado fuleiro e sem classe é você!!! Atropelado por um Gurgel?????

Pois é… quem tem classe é outra coisa…. se fosse um carro normal (Gurgel é fabricado com fibra de vidro) eu tinha ido dessa pra melhor….

Deer Attack!

Certa vez, final dos anos 80 um amigo meu andando pelo setor comercial daqui do bairro, viu uma cena inusitada: um famoso homossexual do bairro, de nome Habib (nada a ver com a franquia de esfihas que sempre me dão dor de barriga…) recebeu no rosto uma fdeer-takes-revenge-on-hunterruta podre. Ninguem se acusou lógico, mas meu amigo por ser gozador, se acabou na risada!

A bicha, revoltada, sacou uma peixeira, estilo faca Ginsu e virou pra ele gritando:

“VENHA CÁ QUE EU QUERO FAZER UMA BUCETA NA SUA CARA!!”

Pernas pra que te quero, por quase meio bairro!!!

Stinker!!!

cagada

Estudar numa faculdade pública como a Ufba teve seus inconvênientes. Um deles era os refeitorios. Acabei ganhando uma gastrite devido a comida ruim, má alimentação, comer em horas erradas, etc…

A cantina da Escola de Belas Artes era um primor: de cara apelidei o cara que mandava la de Shrek e a cantina de Cantina do Ogro! O cara suava como um porco, tinha pelos saindo pelo nariz e um black power no sovaco, unhas grandes e so andava de camiseta. Até fiz um cartoon inspirado nele que foi selecionado pra um Salão de Humor da Bélgica.

Uma vez achei um fio de cabelo no meio da salada vinagrete!! E ele ainda falava que tava tudo uma delícia. Comecei a passar mal. No iniio da facul, eu não queria gastar dinheiro, entao saia com amigos pra comer em um local meio distante, onde comiamos pão-farofa com um sucão por R$ 1,00. Depois vimos que não ia dar pra aguentar o tranco, e ficamos um mês a base de miojo, que conzinhávamos no apartamento de um colega.  Mas não rendeu…

Ai partimos pra comer nas cantinas das unidades.  E ficamos na nossa mesmo, em Belas Artes.  Antes tivessemos ido pra Enfermagem ou Medicina, como fizemos logo depois. Comecei a passar mal, dores de barriga constantes. Uma vez entrei no banheiro em Belas Artes pra pegar papel pra limpar meus oculos e vi que nao existia o dito cujo (depois fiquei sabendo que a turma da Residência pegava por que lá acabava, e que os maconheiros pegavam pra enrolar o bagulho deles…). Passei a levar de casa, prevendo se algo acontecesse eu teria como limpar a cena do crime.

Aconteceu sim, duas vezes…

Mas a tragédia aconteceu eu já longe da unidade, me dirigindo pra estação de transbordo da Lapa. No meio do caminho, senti uma pontada violenta, a “marmota já queria por a cabeça pra fora da toca”!! Saí “correndo” (correr no meu estado era impossivel, então digamos que apressei o passo!), e fui e refugiar na casa de um amigo.  O elevador parecia que não ia descer nunca, e quando chegou levou uma eternidade para subir!!!

Ao chegar lá, parecia que a chave nao iria encaixar nunca!! Entrei e joguei minha mochila e pasta violentamente no chão e corri pra por os “morenos pra nadar”!

Alivio!

Eis que meu amigo entra no apê, no momento que saio do banheiro, suando e abatido.  Com uma cara de nojo e pondo a mão no nariz ele so falou:

” Que cheiro de carniça é  esse, porra? Cagou algum bicho morto???”

Aventura no Porão!

No final de 2004, eu e minha banda, a Knightrider, realizamos um evento no finado espaço chamado Porão Underground,  um show chamado Christmas Metal.

O local fazia juz ao nome!! Era um porão de verdade, e no dia do show a ventilação deu um piripaque lá e o ventilador gigante que tinha no teto la e atras do “palco” não ajudou… fora que atras do palco nao era direcionado aos músicos. Na segunda musica, parecia que tinhamos ido nadar na orla da Barra, de roupa, só pra ter idéia do calor!!!!

O show foi quente, não so pela sauna que se instalou no local, mas a galera agitou insanamente, pra um espaço pequeno e num stage dive maluco teve um cara que acabou caindo na aparelhagem no meio do show… foi um terror!!! Ajeitamos tudo e voltamos a tocar, mas … cadê a voz?? O microfone ficou totalmente desregulado, e se ouvia mais a voz sem ele do que com ele!!!
Só la pra o final e na banda seguinte que o fiadaputa voltou a funcionar direito!!!!

Fora isso, o show foi ótimo, e do lado de fora do Porão, ainda rolou umas resenhas engraçadas:

Nosso guitar da epoca foi assediado pelos travecos que andavam pelo local (o Porão ficava perto dum bar gay – OFF CLUBE – e so fomos perceber isso depois do show, quando ficamos do lado e fora do Porão, pra tomar uns drinks por causa do calor) e nosso baixista totalemente “zureta” de bêbado, foi junto com o outro bebum do roadie dar em cima de duas loiras altas, que tinham mais barba na cara do que eu, e so perceberam que era do tipo de “mulher” que o Ronaldo curte quando tentaram fazer o “teste do Crocodilo Dundee“!